Resenha: O Caçador de Pipas – Khaled Hosseini

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Título do livro: O Caçador de Pipas
Autor (a): Khaled Hosseini
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 365
Gênero: Ficção histórica, Guerra, Drama
ISBN: 978-852-091-767-1

 

 

Sinopse:

Este é um romance emocionante, envolvente, que nos cativa logo nas primeiras páginas. Livro de estréia de Khaled Hosseini, O Caçador de Pipas é uma narrativa insólita relação e eloqüente sobre a frágil relação entre pais e filhos, entre os seres humanos e seus deuses, entre os homens e sua pátria. Uma história de amizade e traição, que nos leva dos últimos dias da monarquia do Afeganistão às atrocidades de hoje.

Ami e Hassan cresceram juntos, exatamente como seus pais. Apesar de serem de etnias, sociedades e religiões diferentes, Amir e Hassan tiveram um infância em comum, com brincadeiras, filmes e personagens. O laço que os une é muito forte: mamaram do mesmo leite, e apenas depois de muitos anos Amir pôde sentir o poder dessa relação.

Amir nunca foi o mais bravo ou nobre, ao contrário de Hassan, conhecido por sua coragem e dignidade. Hassan, que não sabia nem escrever, era muitas vezes o mais sábio, com uma aguda percepção dos acontecimentos e dos sentimentos das pessoas. E foi esse mesmo Hassan que decidiu quem Amir seria, durante a batalha da pipa azul, uma pipa que mudaria o destino de todos. No inverno de 1975, Hassan deu a Amir a chance de ser um grande homem, de alterar sua trajetória se se livrar daquele enjôo que sempre o acompanhava, a náusea que denunciava sua covardia. Mas Amir não enxergou sua redenção.

Muito depois de desperdiçada a última chance, Hassan, a calça de veludo cotelê marrom e a pipa azul o fizeram voltar ao Afeganistão, não mais àquele que ele abandonara há vinte anos, mas ao Afeganistão oprimido e destruído pelo regime Talibã. Amir precisava se redimir daquele que foi o maior engano da sua vida, daquele dia em que o inverno foi mais cruel.á m

Grande sucesso da literatura mundial, aclamado pela crítica e pelo público, O Caçador de Pípas teve seus direitos de edição vendidos para 29 países e e estará em breve nas telas do cinema do mundo todo (já foi pro cinema), numa produção de Sam Mendes, o mesmo diretor de Beleza Americana.

Resenha:

“Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar.”

Confesso que não me cativou nas primeiras páginas, aliás até o Capitulo 9 não tinha me cativado, foi a partir desse capítulo que começou a fluir a leitura.

E essa já é a segunda vez que tentava ler esse livro, mas agora eu realmente gostei, e gostei muito, chorei a beça. Em vários momentos quis entrar na história pra salvar os personagens de alguma determinada situação, e salvar o povo de Afeganistão do novo comando.

É triste ver como eles agiam, e ninguém podia fazer absolutamente nada a não ser obedecer as novas regras.

Amir é um menino que não era notado pelo pai como deveria ser notado, e ele pensa que é porque a mãe dele morreu durante o parto, então o pai acaba descontando sua decepção nele.

Uma coisa que eu senti falta, foi a explicação da guerra, porque no capítulo 9, a família combina de ir ao cinema todo mundo junto, e pra isso são obrigados a alugar um carro maior pra poder levar todo mundo de uma vez, pois o cinema fica em uma cidade mais distante. E do nada, eles viram refugiados, e fogem da guerra para o Estados Unidos, e baba (que é como o Amir chama o pai dele), perde tudo, e tenta uma nova vida nos Estados Unidos.

Amir para tentar se redimir de uma culpa que ele carrega a vida toda, ele volta para o Afeganistão. Ele se assusta com o novo Afeganistão que ele encontra. E também com as coisas que ele descobre, e com essas coisas ele acaba entendo outras, que ele nunca tinha entendido.

Nesse livro, o autor já cita um outro livro muito famoso, que é O Morro dos Ventos Uivantes, um livro que Soraya estava lendo quando Amir a conheceu.

Quem for ler ele, se prepara porque ou você vai gostar muito e chorar muito. Ou pode  não ser a época dele, e não vai gostar. Mas não dê esse livro para alguém, simplesmente porque você não gostou. Esse livro vale a pena guardá-lo para ler em alguma outra época da sua vida. Ele pode não servir pra você agora, mas em algum momento ele vai te cativar. Assim como aconteceu comigo.

Comentem aqui o que acharam do livro quando vocês leram, e se também sentiram a falta da explicação da guerra que eu comentei.

Beijinhos e até a próxima 1f618

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