Resenha: Sagarana, João Guimarães Rosa

Título do livro: Sagarana
Autor: João Guimarães Rosa
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 416
Gênero: Literatura brasileira, novelas brasileiras, contos
Nota: 

Onde comprar: Essa versão já não está mais disponível para comprar, mas tem essas versões Sagarana – Coleção 50 AnosEdição em tons pastéis de capa dura e Ficção Completa – Caixa Exclusiva

Sinopse:

Nove contos que revolucionaram a literatura regionalista no Brasil. Em histórias como “O burrinho pedrês”, “Corpo fechado” e “A hora e vez de Augusto Matraga”, o sertão mineiro cria vida na linguagem mágica inventada pelo gênio de Guimarães Rosa.

Resenha:

Nunca dei uma nota tão baixa pra um livro. Mas sempre tem a primeira vez não é mesmo?
E infelizmente foi com essa obra consagradíssima de João Guimarães Rosa.
Tenho essa edição desde 2001 pelo que está escrito nas informações do livro, ou seja, eu ainda estava no colégio quando comprei essa edição (me formei na faculdade em 2012).
Foi o único livro da época do colégio que sobrou dessa época, porque os outros eu ia emprestando pra quem ia precisando depois de mim.
Esse livro como já fala na sinopse, não é uma estória contínua, ele é dividido em nove contos. Sendo eles: “O Burrinho Pedrês”, “A Volta do Menino Pródigo”, “Sarapalha”, “Duelo”, “Minha Gente”, “Corpo Fechado”, “Conversa de Bois” e “A Hora e Vez de Augusto Matraga”.
Tive vontade de abandonar a leitura várias vezes, mas como eram contos, então dei continuidade, porque eu poderia gostar de algum conto do livro. Isso, infelizmente não aconteceu.
A leitura é muito devagar, tem muito vocabulário do sertão mesmo, e não é só nos diálogos, nas narrativas também.
Toda página você tem que ir ao dicionário pra procurar uma palavra que você não conhece, até tirei foto uma vez aqui no stories perguntando se vocês tem costume de anotar em livros, aquilo tudo que estava anotado era palavra que eu não conhecia (está nos destaques, em “Enquetes”).
Pra mim não é uma leitura que você tira algum proveito, tanto que tem um dos contos é “Conversa de Bois”.
Mas é uma leitura obrigatória né.
Me contém aí nos comentários se quando vocês leram, vocês gostaram ou não desse livro.

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Resenha: O Caçador de Pipas, Khaled Hosseini

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Título do livro: O Caçador de Pipas
Autor (a): Khaled Hosseini
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 365
Gênero: Ficção histórica, Guerra, Drama
ISBN: 978-852-091-767-1

 

 

Sinopse:

Este é um romance emocionante, envolvente, que nos cativa logo nas primeiras páginas. Livro de estréia de Khaled Hosseini, O Caçador de Pipas é uma narrativa insólita relação e eloqüente sobre a frágil relação entre pais e filhos, entre os seres humanos e seus deuses, entre os homens e sua pátria. Uma história de amizade e traição, que nos leva dos últimos dias da monarquia do Afeganistão às atrocidades de hoje.

Ami e Hassan cresceram juntos, exatamente como seus pais. Apesar de serem de etnias, sociedades e religiões diferentes, Amir e Hassan tiveram um infância em comum, com brincadeiras, filmes e personagens. O laço que os une é muito forte: mamaram do mesmo leite, e apenas depois de muitos anos Amir pôde sentir o poder dessa relação.

Amir nunca foi o mais bravo ou nobre, ao contrário de Hassan, conhecido por sua coragem e dignidade. Hassan, que não sabia nem escrever, era muitas vezes o mais sábio, com uma aguda percepção dos acontecimentos e dos sentimentos das pessoas. E foi esse mesmo Hassan que decidiu quem Amir seria, durante a batalha da pipa azul, uma pipa que mudaria o destino de todos. No inverno de 1975, Hassan deu a Amir a chance de ser um grande homem, de alterar sua trajetória se se livrar daquele enjôo que sempre o acompanhava, a náusea que denunciava sua covardia. Mas Amir não enxergou sua redenção.

Muito depois de desperdiçada a última chance, Hassan, a calça de veludo cotelê marrom e a pipa azul o fizeram voltar ao Afeganistão, não mais àquele que ele abandonara há vinte anos, mas ao Afeganistão oprimido e destruído pelo regime Talibã. Amir precisava se redimir daquele que foi o maior engano da sua vida, daquele dia em que o inverno foi mais cruel.á m

Grande sucesso da literatura mundial, aclamado pela crítica e pelo público, O Caçador de Pípas teve seus direitos de edição vendidos para 29 países e e estará em breve nas telas do cinema do mundo todo (já foi pro cinema), numa produção de Sam Mendes, o mesmo diretor de Beleza Americana.

Resenha:

“Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar.”

Confesso que não me cativou nas primeiras páginas, aliás até o Capitulo 9 não tinha me cativado, foi a partir desse capítulo que começou a fluir a leitura.

E essa já é a segunda vez que tentava ler esse livro, mas agora eu realmente gostei, e gostei muito, chorei a beça. Em vários momentos quis entrar na história pra salvar os personagens de alguma determinada situação, e salvar o povo de Afeganistão do novo comando.

É triste ver como eles agiam, e ninguém podia fazer absolutamente nada a não ser obedecer as novas regras.

Amir é um menino que não era notado pelo pai como deveria ser notado, e ele pensa que é porque a mãe dele morreu durante o parto, então o pai acaba descontando sua decepção nele.

Uma coisa que eu senti falta, foi a explicação da guerra, porque no capítulo 9, a família combina de ir ao cinema todo mundo junto, e pra isso são obrigados a alugar um carro maior pra poder levar todo mundo de uma vez, pois o cinema fica em uma cidade mais distante. E do nada, eles viram refugiados, e fogem da guerra para o Estados Unidos, e baba (que é como o Amir chama o pai dele), perde tudo, e tenta uma nova vida nos Estados Unidos.

Amir para tentar se redimir de uma culpa que ele carrega a vida toda, ele volta para o Afeganistão. Ele se assusta com o novo Afeganistão que ele encontra. E também com as coisas que ele descobre, e com essas coisas ele acaba entendo outras, que ele nunca tinha entendido.

Nesse livro, o autor já cita um outro livro muito famoso, que é O Morro dos Ventos Uivantes, um livro que Soraya estava lendo quando Amir a conheceu.

Quem for ler ele, se prepara porque ou você vai gostar muito e chorar muito. Ou pode  não ser a época dele, e não vai gostar. Mas não dê esse livro para alguém, simplesmente porque você não gostou. Esse livro vale a pena guardá-lo para ler em alguma outra época da sua vida. Ele pode não servir pra você agora, mas em algum momento ele vai te cativar. Assim como aconteceu comigo.

Comentem aqui o que acharam do livro quando vocês leram, e se também sentiram a falta da explicação da guerra que eu comentei.

Beijinhos e até a próxima 1f618

Resenha: Vestido de Noiva, Nelson Rodrigues

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Título do livro: Vestido de Noiva
Autor (a): Nelson Rodrigues
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 72
Gênero: Literatura brasileira, peça de teatro
ISBN: 85.209.1173-0

 

 

 

 

 

 

SINOPSE:

Tragédia de 1943, Vestido de noiva, uma das mais famosas peças de Nelson Rodrigues, é dividida e narrada em três planos: o da memória, o da alucinação e o da realidade. A história do casamento e da morte de Alaíde é contada por meio de colagens e variações temporais e espaciais, em que momentos de sua vida são mesclados com histórias de outros personagens.

RESENHA: 

Esse livro é uma peça de teatro, que conta sobre uma tragédia de duas mulheres. A peça é dividida em 3 planos: 1º plano – da alucinação, 2º plano – da memória e 3º plano – da realidade, contém 28 personagens.

Nelson Rodrigues descreve até como tem que ser a reação de cada personagem em suas falas, como tem que ser o cenário, tudo direitinho. Perfeito para quem quiser fazer essa peça, não tem como ter dúvidas.

No começo você fica um pouco confusa, sem entender direito as coisas, mas depois que a personagem vai lembrando do que aconteceu, você entende tudo, e vai imaginando exatamente como é pra ser as cenas e o que ocorreu.

A única coisa que eu posso contar, é que se trata dessa tragédia, porque senão eu conto toda a história, e perde a graça, aí vocês vão brigar comigo por ter dado spoiler.

Essa peça faz parte do teatro completo 1: peças psicológicas, que inclui:

  • A mulher sem pecado;
  • Vestido de noiva;
  • Valsa nº 6;
  • Viúva, porém honesta;
  • Anti-Nelson Rodrigues.

É uma história meio doida, daquelas que você termina em um dia a leitura, mas vale a pena sim.

Resenha: Um Sopro de Vida, Clarice Lispector

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Título do livro: Um Sopro de Vida
Autor (a): Clarice Lispector
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 164
Gênero: Romance brasileiro
 

 

SINOPSE:

Este livro é sobre de um homem aflito que criou uma personagem, Angela Pralini, seu alter-ego. Mas ora ele não se reconhecia em Angela, porque ela era o seu avesso, ora odiava visceralmente o que via refletido naquela estranha personagem-espelho.

RESENHA:

“Por que é que tudo se diz: fica para a seman que vem? Eu estou aqui, aqui à espera. Vivo agora e o resto que vá para a puta que pariu.”

     O livro foi escrito em 1974, e concluído em 1977. Foi o úlimo livro da autora, e ela já o escrevia bem perto de sua morte, acredito que por isso ela deu esse nome ao livro.
Nesse livro, ela criou dois personagens, um dos personagens (Ângela), é criado pelo autor como seu amigo invisível.

     O autor, personagem sem nome e masculino criou essa personagem como um meio para não se sentir sozinho (o seu “eu” incosciente).
Os dois personagens são escritores.

    Nesse personagem (Ângela), o autor se vê, é como se fosse ele em uma versão feminina.

    Assim, o livro se divide entre um diário escrito pelo autor, e um diário escrito por Ângela.

    É incrivel como Clarice conseguia descrever tão bem as coisas e tudo o que ela descreve vira poesia.

    Se ela escrevesse hoje em dia, o livro dela seria censurado, porque tem palavrão. E engraçado, estamos em pleno século XII não é mesmo. E livros dela às vezes são solicitados para serem lidos na escola, imagina as mães o quanto falariam dos professores por pedirem um livro assim, que pode influenciar seus filhos. Porque hoje em dia tudo influencia né, não se pode falar mais nada, que você pode influenciar alguém.

    Mas é um livro ótimo, mesmo sendo um pouco confuso porque as histórias não se unem, não formam um livro com início, meio e fim.