Resenha: Um Passeio no Jardim da Vingança, Daniel Nonohay

Título do livro: Um Passeio no Jardim da Vingança
Autor: Daniel Nonohay
Editora: Novo Século
Páginas: 301
Gênero: Ficção, ficção policial, mistério, distopia
Nota: 

 

 

“A letra fria da lei aplicava-se somente aos que não podem construir o seu sentido.”

 

Seja bem-vindo ao nosso futuro!
As grandes cidades convivem com a divisão entre as “zonas vigiadas” e suas periferias. O uso de drogas e medicamentos é disseminado, sendo controlado por laboratórios. Implantes cibernéticos são uma realidade, aumentando capacidades e aptidões, como a de memória, para aqueles que conseguem arcar com os custos. Religiões e grupos terroristas alimentam-se do descontentamento e das diferenças sociais.
Venha acompanhar a história de Ramiro, um advogado que perdeu o prazer de viver. Depois de quase ser morto, tenta retomar a rotina profissional e dar sentido ao que restou da sua vida. Em litígio com os sócios do escritório, parte como caçador em busca de uma vingança que o acabará transformando em caça.
Perseguido, doente e sem recursos, a sobrevivência de Ramiro dependerá da sua capacidade de improvisação, do seu conhecimento de sistemas de dados e das aptidões adquiridas com dois implantes cerebrais, que lhe permitem acesso à “rede” e aumentam a sua memória.
Um Passeio no Jardim da Vingança é um suspense denso, com personagens marcantes e amorais, que dão à narrativa múltiplos pontos de vista e linhas cronológicas, e onde a ficção científica é um pano de fundo para uma história na qual o personagem principal é a natureza humana.

“A vida não era construída com o histórico das desculpas. Era construída por uma cadeia de consequências.”

Resenha:

Um Passeio no Jardim da Vingança fala sobre amigos de infância que viraram advogados e decidiram trabalhar na mesma empresa.
Porém, quando mistura amizade com trabalho, vocês sabem que muitas vezes não dá certo né?
Ramiro, é um advogado bem sucedido, casado com uma mulher linda desejada muitos homens e manja tudo da rede interna do Escritório.
Fábio, é aquele cara que se tornou advogado pra agradar o pai.
Josué, é um advogado que podemos chamar de escroto, por não medir esforços para conseguir o que quer, isso em qualquer área da sua vida.
Avelino, mais conhecido como Velho era o dono do Escritório, como é chamada a advocacia. Mais escroto e cruel do que Josué.
Rogério, é aquele cara que não fede nem cheira sabe? Foi a pessoa que colocou o Ramiro pra dentro do Escritório.
O Escritório nada mais é do que uma empresa esconder as coisas erradas dos clientes do Avelino. Tanto que Avelino coloca uma película em cada funcionário do Escritório para
vigiar tudo o que estão fazendo, as ligações e tudo mais.
Ramiro cansado de tudo isso, resolve entrar na rede do Escritório para investigar tudo sobre as atividades do Escritório, quem está metido em alguma coisa.
Porém, isso pode custar a sua vida e custar a vida de outras pessoas também.
Mas ele já não se importa mais com isso, então ele vai fundo na investigação.
Pra mim, infelizmente a leitura não fluiu, achei um pouco confuso e achei que faltou algumas cenas para explicar outros.
Pra quem é fã de uma distopia e de uma ficção policial pode amar esse livro, mas já vou avisando que é um pouco confuso, que precisa prestar bastante atenção, pra não perder os pontos.
Não é só porque pra mim não fluiu, é que pra você também não vai fluir não é mesmo?

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