Resenha: As Palavras, Clarice Lispector

As Palavras

Título do livro: As Palavras
Autora: Clarice Lispector
Curadoria: Roberto Corrêa dos Santos
Editora: Rocco
Páginas: 312
Gênero: Literatura brasileira, miscelânea, frases, quotes.
Nota: estrelaestrelaestrelaestrelaestrelavazia

Onde comprar: Amazon

 

Sinopse:

Autora ao mesmo tempo mais popular e mais respeitada do país, Clarice Lispector está presente na web com mais de dois milhões de entradas no Google. Seus textos e pensamentos circulam pela rede angariando novos leitores a cada dia. Com As palavras, a Rocco atende a demanda de leitores ávidos por pensamentos de referência do universo clariceano, respeitando a soberania verbal, plástica, afetiva, filosófica, poética e artística da autora. Organizada pelo pesquisador e professor da UERJ Roberto Correa dos Santos, a coletânea traça um percurso amoroso pelas frases mais marcantes deixadas pela escritora.

Resenha:

Esse não um livro que conta uma história ou estória qualquer, é um livro que tem o conjunto de frases marcantes da Clarice Lispector. Isso mesmo, um livro só com quotes.

E porquê fizeram esse livro sendo que tem tudo na internet?

Não sei se vocês lembram, mas teve uma época em que tinha um monte de frase que o povo inventava e colocava que foi a Clarice Lispector que escreveu.

Então, como Clarice já estava cansada de escreverem frases e colocarem o nome dela, sendo que não tinha sido ela que escreveu. Então, com a ajuda de Roberto Corrêa dos Santos, ela fez e O Tempo para as pessoas não terem mais dúvidas de que tal frase foi escrita por ela.

Tem frases sobre tudo, mas sobre tudo mesmoooo!!!

Duas curiosidades que eu descobri lendo essas frases: Clarice era vegetariana/vegana (não deu pra ter certeza de qual dos dois) e ela não tinha religião, acreditava apenas em Deus, mas não em religião.

E como é um livro de frases, é super rápido de ler.

Se você gosta de colocar sempre uma frase nas suas fotos como legenda, esse livro é um prato muito, mas muito cheio pra você e pelo menos você não vai pagar mico escrevendo que foi Clarice Lispector a autora de alguma frase.

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Resenha: É Inverno, Cecília Mouta

Título do livro: É Inverno
Autora: Cecília Mouta
Editora: Chiado Editora
Páginas: 346
Gênero: Literatura brasileira, ficção, romance e drama.
Nota: 

Onde comprar: Livraria Cultura

 

Sinopse:

Izzy é fascinada pela neve, o inverno é sua estação do ano preferida. Todos os dias, na escola, ela se diverte com seus melhores amigos: Lil, Sam e Mat. Porém, Lil sofre de pesadelos e toda vez que os tem, algo ruim acontece em seguida.

Naquele ano o inverno estava diferente, intenso. E, certo dia, Lil tem um pesadelo que muda completamente a vida dos quatro amigos. Os episódios seguintes levam o leitor a viver momentos emocionantes nas descobertas que Izzy faz sobre a própria vida. Até que chega o momento crucial em que ela tem que fazer uma escolha que poderá colocar um ponto final em toda a sua história até ali, inclusive na amizade com sua melhor amiga Lil.

Resenha:

É Inverno é narrado pela Izzy, uma personagem de nove anos.

Izzy é uma garotinha muito esperta e curiosa, tudo ela quer saber o significado e o porquê.

Ela é tão apaixonada pelo inverno, pela neve, que seu pai a chama de Flocus. Um dia ela pergunta à seu pai o porquê ele a chama de Flocus, é tão emocionante, que a gente fica com os olhos igual aquele emoji, com coraçãozinho nos olhos nessa parte.

A estória tem várias reviravoltas, é triste, mostra como é difícil a superer a perda de uma pessoa muito querida.

Quem conseguir entender a mensagem, vai se emocionar bastante com esse livro.

Pra quem gosta de quotes, esse livro é um prato cheio. Uma das quotes é essa aqui: “Momentos tristes mudam a gente, mas não deixe a vida ganhar um significado diferente o bastante para você não se reconhecer mais.”

Apesar de ter 346 páginas, é uma leitura bem fluída, eu li em uma semana, mas tenho certeza que poderia ter lido em menos do que isso.

Indico para todos esse livro, principalmente àqueles que já perderam um ente querido.

 

Resenha: Deslembrança, Cat Patrick

Título do livro: Deslembrança
Autora: Cat Patrick
Editora: Intrínseca
Páginas: 250
Gênero: Literatura estrangeira, ficção, memórias, romance e thriller psicológico

Nota: 

Onde comprar: Amazon

 

Sinopse:

Toda noite, quando London Lane recosta a cabeça no travesseiro e dorme, cada mínimo detalhe do dia que viveu desaparece de sua memória. Pela manhã, restam-lhe apenas lembranças do futuro: pessoas e acontecimentos que ainda estão por vir. Para conseguir manter uma rotina minimamente normal, London escreve bilhetes para si própria e recorre à sempre fiel melhor amiga. Já acostumada a tudo isso, ela tenta encarar a perda de memória mais como uma fatalidade que como uma limitação. Mas, quando imagens perturbadoras começam a surgir em suas lembranças e London precisa, de algum modo, escapar delas, fica claro que para entender o presente e o futuro ela terá que decifrar o que ficou esquecido no passado.

Resenha:

Esse livro conta a estória de London, que perdeu a memória do presente e do passado, mas de vez em quando ela tem visões do futuro.

Ela precisa anotar tudo o que acontece em um dia antes de dormir, porque quando acordar ela realmente não se lembra de nada. No dia seguinte, ela precisa reler tudo para não passar por nenhum constrangimento, pois só existem duas pessoas que sabem sobre esse problema dela, sua melhor amiga Jamie e sua mãe.

Em determinados momentos, a gente bem que gostaria de realmente esquecer tudo o que aconteceu com a gente não é mesmo? Mas pensa que ela não pode selecionar o que quer esquecer, ela esquece de tudo mesmo.

Em um determinado momento Luke aparece em sua vida, mas ela não sabe que ele é uma pessoa muio importante, pois não se lembra do seu passado. Mas Luke nunca desistiu e conseguiu reencontrá-la e com toda a paciência do mundo ele ajuda London a montar as peças do quebra-cabeça de seu passado.

Tinha esse livro há bastante tempo e resolvi pegar para ler. Procurando pela hashtag #deslembranca no instagram, descobri que pouquíssimas pessoas leram esse livro. Pelo menos, pelo instagram não chega nem a 40 fotos com essa hashtag. Infelizmente, porque é uma leitura gostosa e rápida, li ele em 4 dias.

Não dei 5 estrelas nele, mas 3 quer dizer que ele é bom para quem não sabe.

Gostei do desenrolar da estória, é aquele tipo de livro que você querendo saber o que aconteceu pra personagem ter esse problema, que você lê rápido para descobrir.

Porém, achei que no final a autora deu uma corrida com a estória. É uma estória tão gostosa de ler, que ficou com um gostinho de ter uma continuação. Por esse motivo que não dei 5 estrelas.

Para quem ver esse livro e ficar na dúvida de pegar pra ler, vale super a pena sim, fora que a capa é linda né. Quando comprei, fui mais pela capa e me surpreendi agora que li.

Resenha: A Casa Torta, Agatha Christie

A Casa Torta

Título do livro: A Casa Torta
Autora: Agatha Christie
Editora: HarperCollins
Páginas: 207
Gênero: Literatura estrangeira, ficção inglesa, ficção policial, crimes, detetive, suspense e mistério
Nota:

Onde comprar: Coleção Agatha Christie – Box 7

 

Sinopse:

Primeiro a guerra faz com que Charles Hayward adie seu pedido de casamento. Alguns anos depois, ele se vê obrigado a adiar o próprio matrimônio em razão de um mistério – Sophia Leonides, sua noiva, acaba de perder o avô Aristide de forma súbita e um tanto suspeita. Teria sido um assassinato?

O escândalo poderia arruinar o nome da família.

Instruido pelo pai e pelo inspeto-chefe Taverner – ambos da Scotland Yard -, Charles decide se hospedar na residência dos Leonides (A Casa Torta) para descobrir se, entre aqueles familiares tão únicos e motivados a matar seu patriarca, não estaria a prova do crime capaz de colocar o culpado atrás das grades. Porém, uma nova reviravolta promete abalar todas as suas certezas sobre o assunto.

Resenha:

O livro, ou pelo menos essa edição começa explicando quais são os personagens, o que ajuda muito durante a leitura, porque apesar de ser um livro curto, tem bastante personagem.

E essa edição, é uma edição especial da Editora HarperCollins, que fez vários box’s com vários livros da Agatha Christie, tudo em capa dura, esse é o box de número 7.

Como a sinopse do livro já é uma parte da resenha, vou deixar minha opinião apenas aqui.

Esse foi o meu primeiro livro da Agatha Christie que eu li na vida e, meu primeiro livro da Editora HarperCollins.

Pelo que eu percebi dos livros da Agatha Christie, tem uns que são continuação para entender os casos que vai solucionando. Ainda bem que eu consegui pegar um livro que já termina nele mesmo, ou seja, nesse livro você já consegue saber o culpado.

Eu gostei do livro sim, mas não achei o máximo como muitas pessoas e, pelo menos eu não o devorei.

Agatha Christie nesse livro consegue fazer com que você vá mudando de assassino, até ela dar a cartada final, o que me chocou muito, porque eu não esperava que fosse essa pessoa.

Com esse livro, eu sai totalmente da minha zona de conforto, aliás eu tenho procurado fazer sempre isso para conhecer outros gêneros mesmo e, adorei esse tipo de leitura com estilo daquele jogo Detetive.

Mesmo que eu não tenha favoritado, indico para todo mundo essa leitura.

Resenha: A Playlist de Hayden, Michelle Falkoff

Título do livro: A Playlist de Hayden
Autora: Michelle Falkoff
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Gênero: Literatura estrangeira, ficção, mistério, drama e amor
Nota: 

Onde comprar: Amazon

 

Sinopse:

Depois da morte de seu amigo, Sam parece um fantasma vagando pelos corredores da escola – o que não é muito diferente de antes. Ele sabe que tem que aceitar o que Hayden fez, mas se culpa pelo que aconteceu e não consegue mudar o que sente.

Enquanto ouve música por músicada lista deixada por Hayden, Sam tenta descobrir o que  uexatamente aconteceu naquela noite. E, quanto mais ele ouve e reflete sobre o passado, mais segredos descobre sobre seu amigo e sobre a vida que ele levava.

Resenha:

Para mim bullying sempre vai ser um assunto muito importante, e esse livro trata exatamente disso.

Hayden se matou e seu melhor amigo Sam tenta descobrir o que levou ele a fazer isso. Sam também sofria bullying junto com seu amigo, mas ele levava de um jeito diferente. E cada pessoa leva de um jeito diferente o bullying, não adianta a gente tentar entender o que se passa na cabeça de cada um.

Sam começa a descobrir coisas que ele não sabia, que Hayden não contava exatamente tudo pra ele. Afinal, ninguém conta exatamente tudo da sua vida pra outra pessoa, mesmo confiando 100% nela. Todo mundo tem sempre um segredinho.

Infelizmente A Playlist de Hayden não se tornou o meu favorito como eu achei que se tornaria, é bom, mas não excelente.

Parece que faltou um pouco mais de sentimento da autora em escrever um livro sobre esse assunto. Certos assuntos quando se escreve tem que tomar muito cuidado, porque ou você tem que ter passado pela situação pra ter certeza do aquele assunto precisa passar, ou você precisa pesquisar muitoo. E me pareceu que a autora não estava por dentro totalmente.

Mas como eu falei, não é ruim a estória, só não é excelente.

Resenha: Arco-íris de Nove Cores, Any Palin

Título do livro: Arco-íris de Nove Cores
Autora: Any Palin
Editora: Chiado Editora
Páginas: 270
Gênero: Autobiografia, biografia e memórias
Nota: 

Onde comprar: Amazon

 

Sinopse:

Any era uma criança quando recebeu a sentença de que viveria no máximo oito anos. Ainda pequena a vida iria lhe mostrar, através de muitos infortúnios, que mais do que as sete cores que compõem o Arco-íris, haveriam outras duas que o completariam realmente.

Descobriu uma vida em preto e branco, mas não estava disposta a caminha sem cores. Ela via todas as cores do mundo considerano outros pontos de vista e tendo fé. Aprendeu que paciência e resiliência são sábios companheiros e que nesta viagem, todo mundo tem de buscar seu próprio Arco-íris, e mais importante que isso, aprender a viver com esse Arco-íris de nove cores. Entre no mundo de Any e descubra como ela conseguiu.

 

Resenha:

Esse livro é um livro auto-biográfico, mas aí você pode se perguntar, o que uma pessoa que não é famosa fez de tão importante ou tem de importante de sua para escrever e contar?

Any Palin tem muita coisa para contar e ensinar pra gente sim!

Tem uma história de vida difícil, e no livro ela conta como ela aprendeu a lidar com tudo o que foi acontecendo na vida dela e na vida da família.

Porque não é “só” a doença dela, tem muitos outros problemas que a família enfrenta, problemas pesados.

Com esse livro ela me fez refletir em um ponto que todo mundo está cansado de saber, mas não muda o pensamento, que a gente reclama de barriga cheia, que devemos olhar para os outros sem julgar, porque não sabemos o que ele passa dentro de casa, ou suas dores.

Any, no final do livro você fala que queria ter o dom da palavra, de tocar o coração das pessoas. Pode ter certeza que quem lê esse livro foi tocado com a sua história de vida, foi tocado com a sua palavra. Porque pra mim você realmente me tocou!

O livro é tão fluido que eu li em 3 dias apenas, nunca li um livro tão rápido assim. Então eu indico para todo mundo esse livro SIM!!!

Resenha: Eleanor & Park, Rainbow Rowell

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Título do livro: Eleanor & Park
Autora: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Páginas: 328
Gênero: Literatura estrangeira, Infanto-juvenil, Ficção, Romance e Drama
Nota: estrelaestrelaestrelaestrelaestrela

Sinopse:

Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

Resenha:

Como fazer uma resenha, sendo que a própria sinopse já diz praticamente tudo o que você queria falar sobre o livro?
Então, vou falar sobre o que eu achei do livro sem explicar sobre ele.
Park é um menino mestiço que podemos considerar um playboizinho, que tem praticamente tudo o que quer.
Eleanor já é aquele tipo de menina que não é igual ao Park em nada. Família toda errada, ela tem um estilo que é só dela, considerada gordinha pela sociedade e ruiva.
No começo Park estranhou muito Eleanor, mas depois que eles foram conversando e Park foi conhecendo mais de Eleanor, eles foram se gostando no limite que tinham.
Eu fiquei irritada com as atitudes da mãe em aceitar um cara como o padrasto o deles, deixar fazer o que ele fazia com ela e seus filhos, principalmente com Eleanor.
A família de Park já é mais “normal”, ele ainda não tinha os pais separados, o único de sua turma que ainda tinha a família completa.
Mas achei bem legal a autora ter colocado como protogonista da história um casal diferente do que é colocado nos livros, nesse ela um mestiço com uma menina que não está nos padrões de beleza em nenhum sentido, e ruiva. Pelo menos eu, nunca tinha lido com esse tipo de personagem.
Em vários momentos quis pegar Eleanor e abraçar, porque além de ela sofrer em casa com o padrastro, ela sofria bullying na escola também e, achei bem pesado os bullying’s.
Mas também não gostei nada do que Eleanor fez com Park no final, achei muito injusto da parte dela, porém sobre isso não posso entrar em detalhes, porque senão solto um mega spoiler.
É uma história realmente envolvente, acredito que quem leu teve as mesmas sensações que eu.
Livros que falam sobre bullying, acho que deveria ser incluído nos livros obrigatórios das escolas, porque ajuda as crianças e adolescentes a pensaram sobre o que fazem com os outros.
Quem já leu esse livro, me conta aí o que achou, se também teve as mesmas impressões quanto as atitudes da mãe de Eleanor.