Lançamentos de Livros Editora Rocco Maio 2017

boxbilbiotecahogwarts4

Título do livro: Biblioteca Hogwarts
Autor (a): J. K. Rowling
Gênero: Fantasia
ISBN: 978-85-325-1570-4

 

Sinopse: 

Os três livros que compõem a Biblioteca Hogwarts, usados pelos alunos da Escola de Magia e Bruxaria na série Harry Potter – Animais fantásticos e onde habitam, Quadribol através dos séculos e Os contos de Beedle, o Bardo –, reunidos num box que não pode faltar na estante dos fãs. Além de serem vendidos separadamente, os livros podem ser adquiridos dentro de uma caixa especial, formando a coleção dos sonhos de qualquer Potterhead.

Com seis novas criaturas e prefácio inédito de seu autor, Newt Scamander, especialista em criaturas mágicas, Animais fantásticos e onde habitam reúne informações detalhadas sobre seres como a acromântula, uma aranha monstruosa de oito olhos dotada de fala humana desenvolvida pelos bruxos para guardar suas casas ou tesouros, e o basilisco, entre outros. Leitura obrigatória para qualquer aprendiz de bruxo, o guia original de animais mágicos da série Harry Potter traz um inventário detalhado desses seres fabulosos.

Já Quadribol através dos séculos apresenta um histórico completo do esporte mais praticado em Hogwarts. Tão popular para os bruxos quanto o futebol para os não bruxos, o quadribol é praticado com os jogadores suspensos em suas vassouras e, como o nome sugere, com quatro bolas por partida. No livro, Kennilworthy Whisp, famoso especialista em quadribol e pseudônimo de J.K. Rowling, explica tudo sobre o esporte, desde a sua origem até o presente século, as modificações ocorridas ao longo do tempo, sua difusão pelo mundo etc. Repleto de detalhes curiosos, Quadribol através dos séculos é leitura obrigatória para os alunos da Escola de Magia e Bruxaria frequentada por Harry Potter (e para os fãs).

Citado em Harry Potter e as Relíquias da Morte como um presente deixado pelo mestre Alvo Dumbledore para Hermione Granger, Os contos de Beedle, o Bardo reúne cinco contos populares para jovens bruxos e bruxas. Como J.K. Rowling explica na apresentação do livro, pouco se sabe do passado de seu autor, apenas que Beedle, o Bardo, teria nascido em Yorkshire no século XV, possuía uma longa barba e que suas histórias foram passadas de geração em geração por pais bruxos para seus filhos, da mesma forma que os contos e fábulas escritos para pequenos trouxas (crianças não bruxas).  O livro, traduzido das runas originais pela personagem Hermione, a partir do velho exemplar herdado por ela, traz comentários e notas do professor Alvo Dumbledore que revelam muitas curiosidades sobre sua fascinante personalidade e o passado de Hogwarts.

claricelispectorahoradaestrela

 

Título do livro: A Hora da Estrela (versão capa dura)
Autor (a): Clarice Lispector
Páginas: 224
Gênero: Ficção, Romance, Novela, Literatura brasileira, Ficção nacional

 

Sinopse:

Por Alvaro Costa e Silva*

A hora da estrela faz quarenta anos. Nenhum outro livro de Clarice Lispector contribuiu mais para a popularidade da escritora junto ao grande público. Adotada em escolas, vestibulares e universidades, é a obra dela que mais vende e foi levada ao cinema em 1985 com direção de Suzana Amaral. Um pequeno milagre para um volume de pouco mais de 80 páginas, mas que consegue reunir todos os fios de uma escrita única, com a força da linguagem aliando-se a aspectos sociais, ao trágico da vida e, ao mesmo tempo, ao cômico. Uma obra de arte universal que marcou a despedida de Clarice.

Para lembrar a data redonda, a Rocco preparou uma edição comemorativa. Além do texto original, contém 16 páginas com a reprodução dos manuscritos da autora. A apresentação da escritora Paloma Vidal é uma crônica-ensaio sobre o processo de descoberta desses esboços, anotações, bilhetes, folhas soltas que se transformariam no livro e foram escritas, com letra desenhada e nervosa, até no verso de talões de cheque.

“Vejo a fascinação que exerce o registro de uma escrita que vem de repente e não pode ser contida. Do instante em que algo se cria. Além, também, do testemunho de um método, que só mais tarde, tendo aberto mais algumas pastas, será possível enxergar melhor”, escreve Paloma.

Uma rica fortuna crítica, com seis ensaios, completa o volume. Assinam os textos Nádia Battela Gotlib, biógrafa da autora, o acadêmico Eduardo Portella, a professora Clarisse Fukelman, o escritor irlandês Colm Tóibín, a crítica francesa Hélène Cixous e a pesquisadora argentina Florencia Garramuño.

Em sua famosa entrevista na televisão ao repórter Julio Lerner, Clarice mencionou o livro que tinha acabado de escrever e que seria publicado pela primeira vez em outubro de 1977 pela José Olympio: “É a história de uma moça que era tão pobre que só comia cachorro-quente. Mas não é só isso. A história é sobre uma inocência pisada, uma miséria anônima.”
O estranho nome da personagem – Macabéa – foi retirado do episódio bíblico dos macabeus, o grupo liderado por Judas Macabeu, um dos maiores heróis da história judaica. Ela é uma moça pobre que tenta a sorte no Rio de Janeiro, vinda de Alagoas, o estado onde os Lispector se estabeleceram ao chegar ao Brasil.

A cidade de Macabéa, no entanto, não é a dos cartões-postais. Ela mora numa vaga de quarto, compartilhado com mais quatro balconistas, num velho sobrado colonial da “áspera rua do Acre, entre as prostitutas que serviam a marinheiros, depósitos de carvão e de cimento em pó, não longe do cais do porto”.

Macabéa ganha menos que um salário mínimo, mas tem suas qualidades e prazeres: “Sou datilógrafa e virgem, e gosto de Coca-Cola.” Como a própria escritora, adora a Rádio Relógio e passa horas ouvindo os anúncios. Usa batom vermelho nos lábios, para se sentir uma estrela de cinema. Num dia chuvoso, até arruma uma namorado, o metalúrgico Olímpico de Jesus, também nordestino.

Enquanto escrevia a novela, já adoentada, Clarice passou a frequentar, por sugestão do casal de amigos Marina Colasanti e Affonso Romano de Sant’Anna, uma cartomante no bairro do Méier. Dona Nair lhe pintava um mundo cor-de-rosa: a saúde está ótima, um assunto amoroso confirmado, é o fim dos problemas, uma alegria só. A escritora aproveitou o insólito da situação para a criação ficcional: Macabéa também consulta uma cartomante e esta lhe prevê um futuro luminoso – “verdade” bem diferente daquela que a espera.

A autora inventa um narrador masculino para seu livro – o misterioso Rodrigo S.M. – mas não deixa de ser Clarice em suas dúvidas e indagações de artista: “Assim é que experimentarei contra os meus hábitos uma história com começo, meio e ‘gran finale’ seguido de silêncio e de chuva caindo.”

A primeira frase da narrativa é: “Tudo no mundo começou com um sim.” A última palavra é: “Sim.”

Para Hélène Cixous, “o livro de Macabéa é extremamente fino, tem a aparência de um pequeno caderno. É um dos maiores livros do mundo”. Colm Tóibín nota que “Clarice tinha, como Borges em sua ficção, a habilidade de escrever como se ninguém antes houvesse escrito, como se a originalidade e o frescor do seu trabalho houvessem pousado no mundo inesperadamente”.

Apenas alguns dias depois do lançamento de A hora da estrela – sua obra mais surpreendente –, Clarice Lispector foi submetida a uma operação exploratória. O diagnóstico: câncer terminal. Mas não lhe deram a informação. Em 9 de dezembro de 1977, ela morreu, um dia antes de completar 57 anos, segurando a mão da amiga Olga Borelli.

*Álvaro Costa e Silva é jornalista.

aquiestoujonathansafranfoer

 

Título do livro: Aqui Estou
Autor (a): Jonathan Safran Foer
Páginas: 592
Gênero: Ficção, Romance
ISBN: 978-85-325-3057-8

 

Sinopse:

Após onze anos de espera, Jonathan Safran Foer, um dos mais aclamados nomes da literatura em língua inglesa deste século, retorna ao romance com o cáustico e exuberante Aqui estou. Assim como nos já clássicos Tudo se ilumina e Extremamente alto e incrivelmente perto, o autor apresenta uma narrativa que, partindo do doméstico, transborda universalidade a cada página. Foer capta com precisão o espírito caótico de nosso tempo em uma trama pontuada por casamentos em xeque, cidades devastadas e opiniões polarizadas. Listado como um dos melhores livros de 2016 pela crítica especializada (New York Times, Time Magazine, Times Literary Supplement), Aqui estou é uma obra impactante, engraçada e, acima de tudo, urgente.

No Antigo Testamento, antes de ser convocado por Deus a sacrificar o filho Isaac, Abraão responde de forma assertiva: “Aqui estou”. Seja lá o que Deus precise ou queira, Abraão está sempre disponível para Ele – sem condições, reservas ou necessidade de explicações. Mas, em seguida, quando Isaac se dá conta do que está prestes a acontecer e exclama “Meu pai!”, Abraão retruca: “Aqui estou, meu filho!”

Como é possível cumprir os deveres conflitantes de pai, marido e filho, esposa e mãe, jovem e adulto, judeu e cidadão do mundo? Direta ou, quase sempre, indiretamente, essa é pergunta que Jacob, Julia e seus três filhos repetem ao longo da narrativa através de mensagens eróticas trocadas em celulares secretos, identidades alternativas construídas em complexas plataformas virtuais, flertes recreativos em lojas de ferragens ou enquanto se preparam para um bar mitzvah que provavelmente jamais acontecerá e assistem pela TV à cobertura da repercussão do terrível terremoto que destruiu Israel.

Entre a farsa e a tragédia, capaz de ir do ridículo ao sublime em uma mesma frase, o autor alterna pontos de vista para se armar com ideias e emoções que afirmam e contestam conceitos de felicidade, tristeza, vida, morte, amor, intimidade, sexualidade, religião, ceticismo, tradição, tecnologia, cultura, passado, futuro, o aqui e o agora. Aqui estou é um romance sobre fragmentação (de famílias, sociedades, nações, relações políticas) e distância, mas também a história de pessoas que buscam personalidades integradas e vidas menos divididas – mesmo quando, para isso, alguma destruição seja necessária.

Para ser lido e relido por judeus e gentios, Aqui estou surge como trabalho mais completo, ambicioso, idiossincrático e, por isso mesmo, controverso de Foer. Como escreveu o crítico Dwight Garner no New York Times, “Aqui estou tem mais vida que a junção de outras centenas de livros bem-intencionados e bem resenhados”.

aartedacriatividaderodjudkins

Título do livro: A Arte da Criatividade
Autor (a): Rod Judkins
Páginas: 288
Gênero: Criatividade, Design
ISBN: 978-85-325-3058-5

Sinopse:

O exercício do pensamento criativo potencializa tarefas profissionais, descobertas científicas, atividades esportivas e está longe de ser um privilégio dos artistas. Partindo dessa premissa e pensando em unir experiências adquiridas ao longo de décadas dedicadas ao processo criativo, Rod Judkins, artista e professor da renomada Saint Martin’s School of Art, em Londres, elaborou A arte da criatividade, um guia de ideias que passa pelo trabalho de gênios como Salvador Dali, Einstein, James Joyce e Picasso, funcionando como introdução ao design thinking, conceito que aborda e soluciona problemas com o foco em propostas mais empáticas e inventivas.

Baseada em pontos fundamentais da elaboração criativa, a obra serve de inspiração para a busca de soluções inovadoras para o cotidiano e também como incentivo à autorreflexão. Desde observar como os iniciantes enxergam as atividades com menos preconceito até o exercício contínuo da dúvida e da obstinação, o livro é cheio de provocações a pequenas melhorias e descobertas que reforcem uma abordagem individual do processo de inventar soluções, enfatizando também o caráter libertador que a criatividade carrega, seja na arte ou no mundo corporativo.

Unindo assuntos diversos como arquitetura, literatura, filosofia e ciência, o trabalho de Judkins mostra que é possível aprender métodos eficazes de concepção criativa a partir de ideias simples que exemplos de sucesso carregam. Seja no trabalho incansável dos Beatles em Hamburgo antes da fama ou na iniciativa de Robert De Niro em convencer um produtor a realizar Touro indomável, passando pela preferência de J.K. Rowling por escrever em cafés ou a história de uma pequena turma universitária onde todos os alunos acabaram ganhando o prêmio Nobel, os exemplos citados são inspiradores e condensam conceitos de como abordar situações comuns à vida de todos.

O livro ainda possui um interessante sistema de interligação não-linear de tópicos, onde o final de cada página apresenta duas questões relacionadas ao tema que levam a mais páginas sobre o mesmo assunto, possibilitando assim o uso tanto como fonte de inspiração quanto como um manual de consulta frequente.

umromanceperigosoflaviocarneiro

Título do livro: Um Romance Perigoso
Autor (a): 
Flávio Carneiro
Páginas: 288
Gênero: Ficção, Romance, Romance policial, Ficção nacional, Literatura brasileira
ISBN: 978-85-325-3065-3

Sinopse:

Depois de O campeonato e O livro roubado, Flávio Carneiro põe a dupla André e Gordo no centro de uma nova trama policial com sotaque carioca. Em Um romance perigoso, o detetive particular e o amigo, dono de um sebo na rua do Lavradio e apaixonado por literatura policial, seguem o rastro de um serial killer que está matando autores de autoajuda e deixando o mercado editorial, e toda a cidade, em polvorosa. E não se trata de um assassino qualquer, mas de um leitor dedicado do escritor norte-americano Dashiell Hammet, pois a cada crime ele deixa uma pista que faz alusão aos livros do autor. Entram em cena, então, um alfaiate e exímio conhecedor da obra do autor de O falcão maltês e outros clássicos do romance policial, um taxista dono de um motel-fazenda no interior do estado onde um dos crimes acontece e outros personagens improváveis que circulam como peças num tabuleiro de xadrez por um Rio de Janeiro ao mesmo tempo solar e noir.

obomdoamorchrismeloelaissoares

Título do livro: O Bom do Amor
Autor (a): Laís Soares, Chris Melo
Páginas: 88
Gênero: Hq’s, Quadrinho, Comics, Comportamento
ISBN: 978-85-9517-014-8

Sinopse:

As grandes manifestações de amor diárias, camufladas por pequenos gestos, são a essência do livro O bom do amor. A coletânea de tirinhas, que mostra a cumplicidade cotidiana e o companheirismo de um casal, nasceu de uma websérie publicada duas vezes por semana nas redes sociais pela editora Rocco. O texto é de Chris Melo, autora de romances de sucesso entre o público feminino, como Sob a luz dos seus olhos e Sob um milhão de estrelas. Os traços delicados e harmoniosos das ilustrações são de Laís Soares. O livro é lançado através do Fábrica231, selo de entretenimento da editora Rocco, e é uma excelente opção de presente para o Dia dos Namorados.

O bom do amor mostra, acima de tudo, que o relacionamento a dois pode ser descomplicado. Afinal, o segredo está em olhar juntos na mesma direção e prestar a atenção nos pequenos detalhes que tantas vezes passam despercebidos. “É aumentar o volume do rádio quando a música preferida do outro toca.” “É gostar de dormir agarradinho no inverno e saber dividir o ventilador no verão.” “É apreciar cada qualidade, mesmo rodeada de defeitos.” “É matar a saudade com beijos estalados e abraços no silêncio.” “É conversar com os olhos.” Até discutir a relação, a famosa DR, que pode trazer uma baita de uma dor de cabeça para o casal, também pode ser transformadora para que ambos sigam em paz juntos.

A cada página, as aquarelas delicadas de Laís Soares e a sensibilidade de Chris Melo comprovam não só que o amor e a felicidade estão nos pequenos detalhes e prazeres do cotidiano. São também uma construção diária. O bom do amor não oferece conselhos, mas abre os olhos daqueles que esqueceram que a simplicidade e o companheirismo são o combustível da boa relação e reforça aos apaixonados de plantão que, afinal, o bom do amor mesmo é poder estar junto de quem se ama.

orfa#8kimvanalkemade

 

Título do livro: Órfã #8
Autor (a): Kim Van Alkemade
Páginas: 336
Gênero: Ficção, Romance, Romance histórico
ISBN: 978-85-9517-012-4

 

Sinopse: 

E se você tivesse a chance de confrontar um algoz do seu passado? Escolheria o perdão ou a vingança? Esse é o dilema de Rachel Rabinowitz, protagonista de Órfã #8, sensível estreia literária da norte-americana Kim van Alkemade sobre as inesperadas escolhas que acabam por determinar os caminhos de nossas vidas.

No romance ambientado na Nova York de 1950, a jovem enfermeira do Lar Hebraico de Idosos é surpreendida pela chegada de sua mais nova paciente: Dra. Mildred Solomon, responsável por conduzir décadas antes uma série de experimentos de métodos questionáveis com as crianças do Lar Infantil Hebraico, para onde Rachel foi levada após uma tragédia abater sua família quando tinha apenas quatro anos de idade. A excitação de trazer o passado para o presente logo se transforma em angústia, medo, ódio. Se quando mais jovem acreditava que o veneno dos raios X que a deixaram se sentindo feia, danificada, impossível de ser amada, fora o preço a pagar em troca de sustento, agora, diante de uma série de novas evidências e do caroço que identifica em um de seus seios, Rachel percebe que o total final talvez seja alto demais para ser pago.

De repente a enfermeira vê sua vida ser inundada por lembranças – algumas até então obscurecidas, outras nem tanto – do tempo que passou no orfanato: os sinais para acordar, se lavar, comer, dormir; os berços tão inadequados para crianças de sua idade e tamanho; a mesa do laboratório, a chapa, o tubo de Coolidge; o número 8 bordado na gola de seu uniforme (afinal, de que outra forma um pesquisador pode manter a objetividade, especialmente trabalhando com crianças?). As amizades, as inimizades, o bullying, a descoberta do amor e da sexualidade (sua amiga Naomi, alertavam as outras meninas, não era normal, mas como podia ser errado algo que parecia a coisa mais natural do mundo?). A separação e o reencontro com o seu irmão, Sam, e as próprias mãos, que juntava e apertava, para fugir da solidão.

Tomada por uma onda de ansiedade e obcecada por fazer a Dra. Solomon reconhecer todo o mal causado, Rachel se depara com as complexidades de sua natureza e descobre que nem sempre é tão claro o que separa aqueles que machucam daqueles que curam.

Inspirado em fatos reais, Órfã #8 nasceu das pesquisas de van Alkemade sobre o passado de sua família. Assim como o menino Vic da obra, seu avô, Victor, cresceu em um orfanato de Manhattan onde a mãe – bisavó da autora –, Fannie Berger, trabalhava. Lendo sobre o orfanato, van Alkemade descobriu estudos científicos conduzidos em outros abrigos para crianças, e se perguntou o que aconteceria se uma das cobaias tivesse a chance de confrontar seus médicos quando adulta. Oito anos e muita pesquisa depois, surgiu a obra que rendeu comparações a nomes já consagrados da ficção histórica, como Sarah Waters, por sua sensibilidade e riqueza em detalhes.

minhamaefaziaanaholanda

Título do livro: Minha Mãe Fazia
Autor (a): Ana Holanda
Páginas: 240
Gênero: Gastronomia
ISBN: 978-85-68696-50-7

Sinopse:

Jornalista com passagem pelas principais redações de revistas do país, Ana Holanda sempre viu a comida não só como alimento para o corpo, mas para a alma. Afinal, quantas histórias, confidências, causos de família e momentos marcantes vivemos em torno de uma mesa posta, ao lado de familiares e amigos, ou mesmo durante o preparo das refeições, em meio à movimentação da cozinha? Em Minha mãe fazia, Ana reúne deliciosas receitas que são uma verdadeira viagem aos sabores, aromas e memórias da infância e de toda uma vida, resgatadas em crônicas igualmente saborosas.

O projeto, que nasceu no Facebook e ganha agora caprichada edição em livro, reúne receitas que Ana tirou do caderno de sua mãe, exímia cozinheira, e do seu próprio. São pratos do dia a dia, bolos, doces simples, comida sem frescura ou a pretensão de ser gourmet. “Comida pra mim tem o papel de resgatar, pelos aromas e sabores, lembranças queridas e, dessa forma, nos conectar com pessoas que fizeram parte da nossa história, mesmo quando elas não estão mais aqui.”, conta a autora, que tempera suas receitas e histórias com uma escrita afetiva que deixa o leitor com água na boca e o coração leve.

Cada família tem seu modo de preparar aquela carne de panela, um nhoque, o bolo de cenoura, a canjica, um suflê, um bolo de fubá… No livro, Ana reuniu 68 receitas que quase todo brasileiro já experimentou em casa, divididas em grupos temáticos como “Receitas tiradas da gaveta”, “Receitas para refeições em família”, “Receitas fáceis demais”, “Receitas para a lancheira”, “Receitas que favorecem a conversa ou aquietam o coração” e outros, todas precedidas por alguma história ou reflexão. Ao passar a prática receita da pizza enrolada que sua mãe fazia, por exemplo, “e que provavelmente, não tem nada nem de italiana, nem de pizza, mas a gente gosta mesmo assim”, Ana se lembra de quando andou pesquisando uma receita de ragu, um molho feito em cozimento lento e fogo baixo que “deve ter surgido num tempo em que a pressa não era essa senhora, que anda atrás da gente sempre a nos perturbar”. Afinal, conclui “cada receita conversa com seu tempo, sua origem”.

E em Minha mãe fazia, cada crônica é sempre acompanhada por uma receita capaz de evocar lembranças da infância, de nos acalentar depois de um dia difícil, ou de trazer à tona a conversa a redor de uma mesa farta, cercada de amigos. Portanto, aceite o convite. Relembre sabores há muito tempo esquecidos, lugares especiais e pessoas queridas. Sirva-se à vontade – porque tem sempre mais uma travessa no forno!

oficiodeescreverfreibetto

 

Título do livro: Ofício de Escrever
Autor (a): Frei Betto
Páginas: 
176
Gênero: 
Linguagem, Leitura

 

 

Sinopse:

Frei Betto tem longa carreira literária. São 61 livros nascidos ao longo de 45 anos, incluindo Ofício de escrever, uma coletânea de artigos que refletem sua paixão pela escrita e pela literatura. Ainda assim, ele abre suas crônicas com uma pergunta que o persegue desde sempre: “Por que escrevo?” e para a qual,  mesmo com tanto tempo nesta seara, não tem uma resposta. Ao longo da leitura desta nova obra, Frei Betto nos leva a uma viagem pela literatura e sua força como linguagem e instrumento de resistência.

“Escrevo para constituir a minha própria identidade”, “Escrevo para lapidar esteticamente as estranhas forças que emanam do meu inconsciente”, “Nada me dá mais prazer na vida do que escrever”, “Escrevo para ser feliz.” Essas são apenas algumas respostas que explicam sua fértil criatividade. Ele compara o processo de elaboração de um livro a um parto: por meio da escrita traz à luz suas ideias e intuições. A partir dali, uma vez publicado, o texto já não lhe pertence. São os leitores que tomam posse da obra e também do autor. É a sua criação oferecida ao mundo. Criação que é fruto da babel que o povoa. Assim, o leitor, ao se apossar de seu texto, torna-se um terapeuta tentando ler e entender a criação do autor.

Frei Betto não se limita a discorrer sobre seus próprios hábitos e segredos de escritor. Ele destaca também a técnica de autores fundadores, como Shakespeare e Cervantes, e singulares como Tomasi di Lampedusa, Saint-Exupéry e T.S. Eliot. Merece destaque o carinho com que aborda a obra de dois grandes escritores – mineiros, como ele – Bartolomeu Campos de Queirós e Adélia Prado. Esta última, capaz de arrebatamentos místicos comparáveis aos de Santa Teresa de Ávila ou Soror Juana Inés de la Cruz.

Muito mais do que um ofício, a escrita é destacada aqui como a mais sagrada das artes, uma espécie de missão. Por isso mesmo, representa um instrumento de resistência. Para Frei Betto, uma das forças da literatura sob ditaduras é traduzir o sofrimento das vítimas e dialogar com elas. Dar voz a quem foi silenciado, como muitos escritores vítimas de repressão, como o apóstolo Paulo, Dante, Galileu e Dostoievski.

“A literatura, como toda obra de arte, é uma forma de resistência, de denúncia e de anúncio. Ela pode estar contida em um livro, manifesto ou mesmo em simples grafite gravado no muro de rua. Ali as palavras quebram o silêncio que nos é imposto, expressam nossa dor e nossa esperança, desmascaram e ridicularizam o tirano e a tirania.”, reflete o autor.

aordemdosclarividentessamanthashannonTítulo do livro: A Ordem dos Clarividentes
Série: Bone Season (#2)
Autor (a): Samantha Shannon
Páginas: 400
Gênero: Ficção, Romance, Ficção científica, Distopia, Sobrenatural, Magia, Fantasia
ISBN: 978-85-68263-48-8

Sinopse:

Paige Mahoney escapou do brutal campo de prisioneiros dos rephaites, mas seus problemas continuam: muitos dos outros fugitivos estão desaparecidos e ela é a pessoa mais procurada de Londres. Ela é uma andarilha onírica, um dos tipos mais raros de videntes, que são uma realidade na Inglaterra em 2059, mas nem por isso deixam de ser marginalizados e perseguidos pela sociedade. Com a comunidade clarividente dividida por segredos obscuros e ameaçada pelos Rephaim, Paige deve seguir em frente, até que o destino de Scion, e o seu próprio, seja decidido.

A ordem dos clarividentes é a esperada continuação de Temporada dos ossos, segundo da série de fantasia distópica com toques paranormais Bone Season, sucesso da britânica Samantha Shannon. Publicada na Inglaterra pela Bloomsbury, casa editorial responsável pelo sucesso Harry Potter, Shannon foi apontada pela crítica como uma nova e vigorosa voz da literatura fantástica contemporânea, “a melhor criação mitológica desde que Harry Potter aportou em sua Nimbus 2000”, afirma o USA Today, por sua combinação de horror e ficção científica, com um inovador e surpreendente código de combate para os personagens.

Ainda sofrendo pelo tempo aprisionada, Page tenta fazer Jaxon Hall, dos Sete Selos, entender o perigo que os rephaites são para toda a humanidade, mas seu antigo líder está irredutível e tem seus motivos secretos para isso.

Mas quando os rephaites começam a sair das sombras, Paige precisa descobrir como espalhar a verdade e salvar o submundo. E a única alternativa parece ser assumir o controle do Sindicato, mesmo que isso signifique passar por cima de Jaxon Hall e dos outros mime-lordes.

Em A ordem dos clarividentes, Samantha Shannon mostra os bastidores da política que rege o Sindicato. Segredos, traições e violência norteiam a trama. Contando com a ajuda de uns poucos amigos e alguns surpreendentes aliados, Paige tem que usar todos os seus dons para provar sua inocência e revelar a verdade sobre os rephaites, se quiser sobreviver. Com uma trama eletrizante, cheia de intriga e reviravoltas, A ordem dos clarividentes é a sequência perfeita para uma saga surpreendente.

guerradorockrobertmuchamore

Título do livro: Guerra do Rock
Autor (a): Robert Muchamore
Páginas: 320
Gênero: Ficção, Romance, Juvenil, Música
ISBN: 978-85-7980-356-7

Sinopse: 

A paixão pela música é o fio condutor de Guerra do rock, de Robert Muchamore. Com referências musicais que vão de Led Zeppelin e Beatles a Metallica e Coldplay, entre muitas outras, o livro acompanha a trajetória dos jovens Jay Thomas, Summer Smith e Dylan Wilton ao longo do eletrizante reality show Guerra do rock, uma espécie de The Voice de bandas de rock, num romance original e emocionante sobre música, sonhos e a difícil passagem para a vida adulta.

Jay Thomas tem 13 anos e um sonho: ser uma estrela do rock. Além de escrever canções, ele é o talentoso guitarrista da Brontobyte, da qual fazem parte os amigos Tristan, Salman e Alfie. A má classificação da banda em um festival de música leva a uma briga que culmina com a expulsão de Jay, forçando o adolescente a seguir outro caminho. Ao lado de Theo e Adam, dois de seus irmãos mais velhos, e de Babatunde Okuma, um aluno recém-chegado e excelente baterista, Jay volta aos palcos. Será que o novo grupo tem chances reais de vencer um festival?

Em outra cidade, Summer Smith leva uma vida difícil. Prestes a completar 14 anos, ela divide seu tempo entre o colégio e os cuidados com a avó, cuja saúde é extremamente frágil. Tudo muda quando ela se aproxima da agitada Michelle Wei, que tem uma banda com a irmã Lucy e a amiga Coco. Intimada a ocupar o posto de vocalista, a tímida Summer pode estar perto de descobrir sua vocação.

Já no internato Yellowcote, o preguiçoso Dylan Wilton tenta driblar professores e inspetores para passar o máximo de tempo possível em seu quarto. Em um desses momentos de ócio, o estudante é flagrado pelo treinador de rúgbi e, depois de um treino malsucedido, acaba voltando para o programa de música. Ao decidir ajudar o grupo Pandas of Doom a gravar duas faixas demo, Dylan parece ter encontrado uma atividade que realmente lhe interessa.

Mesmo com perfis tão diferentes, Jay, Summer e Dylan têm um ponto em comum: as bandas das quais fazem parte estão na disputa por uma vaga no reality show Guerra do Rock. Quem levará a melhor? Embarque nessa aventura musical criada por Robert Muchamore e descubra.

ivypocketosegredododiamantecalebkrisp

 

Título do livro: Ivy Pocket – O Segredo do Diamante
Autor (a): Caleb Krisp
Páginas: 336
Gênero: Juvenil, Fantasia, Humor
ISBN: 978-85-7980-345-1

 

Sinopse: 

Uma libra esterlina é tudo que restou a Ivy Pocket depois da rápida experiência como criada da condessa Carbunkle. Apesar de ter apenas 12 anos, não ter ninguém por si e de estar sozinha em Paris, a garota não se deixa abater, afinal tem a tranquilidade de uma monja budista e a esperança de uma mineira presa no fundo de uma mina. Claro que existe também a enorme chance de uma vida de muita pobreza, mas ela prefere ser otimista. Primeiro de uma trilogia que conta as peripécias de uma órfã esperta, autoconfiante e um tanto desastrada, Ivy Pocket é uma aventura juvenil repleta de humor e fantasia, perfeita para leitores de Timmy Fiasco ou  Harry Potter.

Prestes a ser expulsa do hotel em que se hospedava com a antiga patroa, Ivy recebe a ordem de ir até o apartamento do último andar. Lá encontra a enorme e gravemente doente duquesa de Trinity, que parece ter tido uma ideia brilhante: quem mais poderia levar um precioso colar de volta à Inglaterra que não uma jovem criada sem graça como aquela parada a sua frente? A duquesa não conhece todos os predicados de Ivy Pocket, mas certamente fez uma excelente escolha, pelo menos é o que pensa a jovem órfã ao receber o colar com o diamante relógio. A vida não poderia ser mais perfeita, especialmente por estar tão perto de receber 500 libras pelo serviço.

Ivy compromete-se a colocá-lo no pescoço de Matilda Butterfield no baile de comemoração dos 12 anos da amada neta da ex-amiga de juventude da duquesa de Trinity. Com o presente, a velha senhora pretende se desculpar por um erro do passado. Ivy Pocket fica lisonjeada pela nobre tarefa e promete seguir à risca todas as recomendações: nunca colocar o colar no próprio pescoço, não contar a ninguém sobre a joia que carrega, não falar com estranhos sobre sua empreitada. Porém, que mal poderá haver em experimentar rapidinho um colar tão bonito? E qual o problema de confidenciar sobre seu trabalho a sua nova amiga e vizinha de cabine que parece tão sincera e amável?

Ivy Pocket só não entende direito por que passou a se sentir tão diferente após colocar o colar. Ela sabe que o diamante relógio guarda um misterioso segredo, mas quem é ela para se impressionar com esse tipo de coisa? Será mesmo que o diamante pode fazer revelações sobre seu passado, como aquelas vistas no dia em que usou o colar? A vida de Ivy Pocket nunca foi exatamente tranquila, mas desde que guarda o diamante relógio algo está diferente. Ela só precisa pensar um pouco para descobrir, tem certeza. Será que é impressão ou ela vem sendo perseguida por pequenas criaturas estranhas por todos os lugares? Enquanto o baile de aniversário de Matilda não chega, Ivy terá muitas perguntas para responder.

osguardioesdosanguecarterroy

Título do livro: Os Guardiões do Sangue
Autor (a): Carter Roy
Páginas: 272
Gênero: Juvenil, Fantasia, Aventura
ISBN: 978-85-7980-344-4

Sinopse:

Ronan Truelove tem 13 anos e uma vida normal até o dia em que sua mãe, após buscá-lo na escola, se envolve numa perseguição em alta velocidade. Sem entender muito bem o que está acontecendo, Ronan descobre que seu pai foi sequestrado e que a mãe faz parte de uma antiga ordem, os Guardiões do Sangue, formada por espadachins responsáveis por proteger os Puros. De repente, toda a agenda de atividades extracurriculares – ginástica, judô e até treinamento de sobrevivência – de Ronan começa a fazer sentido, afinal, ele se vê no meio de uma aventura tão perigosa quanto emocionante para garantir o bem-estar das 36 almas nobres que mantém o equilíbrio do mundo. Em meio a surpresas e perigos de todos os tipos, Ronan se alia a parceiros improváveis, se apaixona, descobre talentos que nem imaginava que possuía e, principalmente, encontra seu verdadeiro propósito.

amulherquematouospeixesclaricelispector

Título do livro: A Mulher que Matou os Peixes
Autor (a): Clarice Lispector
Páginas: 48
Gênero: Infantil
ISBN: 978-85-62500-80-0

Sinopse: 

Publicado originalmente em 1968, A mulher que matou os peixes é um livro sobre perdas, animais e sobre uma mãe que não tem medo de falar a verdade. Clarice deixou os peixinhos de seu filho morrerem de fome, admite sua culpa e está pedindo perdão. Seria tudo muito simples se essa não fosse uma história para crianças.

Narrando em primeira pessoa, em um tom descontraído, a autora apresenta uma personagem franca e comprometida com o universo infantil. A fim de conquistar o perdão dos filhos e dos leitores, Clarice, a escritora e a protagonista, passa a contar, de maneira muito confessional, histórias de animais de todos os tipos. São bichos que habitam o cotidiano e o imaginário das crianças. Nem todas as histórias são felizes, mas há afeto nas palavras que conversam sobre morte, vida e separação, os temas condutores das histórias.

A nova edição traz ilustrações de Mariana Valente, neta de Clarice Lispector. A artista e designer usa a colagem como linguagem para criar imagens que desafiam o olhar infantil. A mistura de referências históricas e de elementos confere ao resultado final estética ousada e contemporânea. Além disso, o projeto gráfico convida o leitor a mergulhar no universo de Clarice quando utiliza uma tipologia que remete à máquina de escrever da autora.

A mulher que matou os peixes já era leitura obrigatória para os amantes da literatura infantil inteligente e de qualidade. Assim, esta nova edição chega como um presente tanto para os pais, que conheceram essa história na própria infância, como para as crianças que terão oportunidade de conhecê-la neste belo projeto.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s